Sábado, Setembro 03, 2005
E como é que pode ser verdade uma porra dessa, hein Bateman?
Ouvindo: Só Pra Contrariar - Essa Tal Liberdade (Y)
Agora: Cantando (Fala séééério XD)
Esses dias eu tenho pensado muito sobre minhas convicções (ou não-convicções nesse caso) religiosas. Sabe quando alguém vem falar de religião pra você e bate aquela sensação "Ah claro". No fim das contas eu me sinto meio mal por isso.
Tipo, esses dias tava eu na portaria conversando e vieram me oferecer a visita da capelinha de Nossa Senhora de Alguma Coisa uma vez por mês. Mais pra minha avó do que pra mim. E aí começou o assunto fé e tal.
Eu fui batizada e crismada. Tenho alguns documentos que dizem que eu sou católica. Pretendo casar numa igreja com um padre benzendo alianças. Mas eu não acredito em quase nada do que tá na Bíblia e acho que a Ingreja Católica é uma das instituições mais corruptas que já existiu.
Eu tentei ler a Bíblia umas três vezes. Mas eu nunca passo do vigésimo capítulo do Gênesis. É bizonho demais. Como é que Deus pode destruir uma cidade inteira só porque tinha uns fresquinhos querendo queimar a rosca? E transformar a mulher de não sei quem lá em sal só porque ela ficou com medo? Vá lá, eu sei que a Bíblia é essencialmente metafórica, mas metáfora ou não, o Deus do Gênesis é um Deus de punição, desde o começo. Desde a primeira página.
E no fim das contas... As pessoas só rezam e fazem as coisas direitas e justas não porque gostam de Deus. Mas porque têm medo d'Ele. E eu também tenho medo. Muito medo. Medo de que ele fique com raiva de eu duvidar do que o padre falou e resolva me punir.
Acho que as pessoas deviam ter liberdade pra escolher em que acreditar. E não venha me dizer que elas têm. Pensa bem, se a sua família toda é Cristã e você sem mais nem menos resolve virar Judeu, o que vai acontecer? Aqui em casa pelo menos, ninguém mais falava comigo.
Eu francamente acho que Deus existe. Ou Deuses, sei lá, a coisa pode ser democrática. Enfim, há algo criador e controlador do acaso. Mas esse algo não influi no livre-arbítrio nem no rumo das coisas depois que o acaso acontece. Nem pune (pelo menos eu espero que não (N)).
De qualquer jeito, talvez seja necessário continuar usando a camisa de "Católica não praticante" e indo à missa uma vez por ano. E se não for necessário, prático. Diplomático.